O uso da calculadora em sala de aula

Postado em 10/11/2017 por Gilliane Correia Wichello.

Com informações de Prof.ª Alexandra Dorigheto.

Visualizado 85 vezes.


É consenso entre os educadores matemáticos e indicado pelos PCNs que é preciso iniciar o aluno no uso de novas tecnologias, e a calculadora é uma delas.

 

Uma razão é social: a escola não pode se distanciar da vida do aluno, e sua vida em sociedade está impregnada do uso da calculadora. Outra razão é pedagógica: usando a calculadora para efetuar cálculos, o aluno terá mais tempo livre para raciocinar, criar e resolver problemas. Portanto, o que se discute hoje é quando e como utilizar a calculadora.

 

Nos anos iniciais, enquanto a criança estiver construindo os conhecimentos básicos das 4 operações, é necessário que ela faça isso manualmente para perceber algumas regularidades e adquirir habilidade no cálculo aritmético. O cuidado, a atenção, a disciplina mental, impostos pela ordem sequencial em que são efetuadas as operações, a aparição da beleza, da elegância e da concisão de determinado algoritmo (como o da divisão) são aspectos educativos essenciais que a criança poderá incorporar para o resto da vida, aplicando-as em outras situações de seu cotidiano.

 

A partir do 4º ou 5º ano, quando a criança já tiver dominado as várias ideias associadas às operações e o relacionamento entre as operações e suas regras de cálculo, é importante iniciá-la no uso da calculadora. Esse instrumento é mais um recurso didático que pode ser utilizado para facilitar a aprendizagem da matemática.

 

A calculadora é recomendada quando os cálculos numéricos são apenas auxiliares na questão a ser resolvida, liberando mais tempo para o aluno pensar, criar, investigar, conjecturar, relacionar ideias, descobrir regularidades, etc. O tempo gasto desnecessariamente com cálculos longos e enfadonhos pode ser usado na busca de novas estratégias para a resolução de problema, na busca de soluções de um desafio, de um jogo, etc.

 

A calculadora é recomendada também para aguçar a capacidade de estimativa do aluno, como também, para investigar propriedades matemáticas, como por exemplo, analisar padrões ou regularidades que ocorrem em tabelas com muitos dados.

 

Ao trabalhar com situações-problema que apresentam dados reais, em geral os números são muito “grandes” ou “pequenos” e, às vezes, são muitos itens e muitas operações a serem realizados com eles. Isso faz com que a calculadora se torne um instrumento fundamental para abrandar o aluno do trabalho manual, mecânico, permitindo a ele concentrar-se mais no essencial, que são o raciocínio e as estratégias.