O jogo como atividade: o sério e o lúdico se encontram na matemática

Postado em 03/01/2019 por Renata Dias Lopes .

Com informações de Prof.ª Alexandra Dorigheto.

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Percebe-se, na educação matemática, uma certa tendência para o uso do jogo. Mas é preciso questionar se ele está sendo empregado com bases teóricas que garantam um ensino com maior embasamento científico.

 

O jogo vem sendo usado no ensino da matemática há muito mais tempo do que se imagina. Perelman é, seguramente, um grande precursor do uso do jogo no ensino de matemática, tomando-o como possibilidade de explorar um determinado conceito e colocando-o para o aluno de forma lúdica. Os quebra-cabeças, os quadros mágicos, os problemas-desafios etc, poderiam ser enquadrados nessas características de jogo como a forma lúdica de lidar com o conceito.

 

Outra forma de considerar o jogo no ensino é, por exemplo, o modo como Malba Tahan aproxima a matemática do aluno. Em O Homem que Calculava tem-se a maestria de um hábil jogador com a imaginação do leitor de modo a envolvê-lo na solução de problemas matemáticos. Nessa linha, também pode-se incluir Monteiro Lobato com a Matemática da Emília e até Walt Disney com sua Matemágica.

 

Ao analisar o papel do jogo na educação, alguns autores apontam as inúmeras dúvidas dos muitos autores que se referem ao uso do jogo como elemento pedagógico. O uso do material concreto como subsídio à tarefa docente tem levado os educadores a se utilizarem de múltiplas experiências, tais como: geoplano, material dourado, réguas de cuisenaire, blocos lógicos, ábacos, Q.V.L., sólidos geométricos, quadro de frações, jogos de encaixe, quebra-cabeças e muitos outros. A grande diversidade de uso do material concreto leva ao questionamento se tais experiências são exemplos de jogo ou de materiais pedagógicos.

 

Ao permitir a manifestação do imaginário infantil, por meio de objetos simbólicos dispostos intencionalmente, a função pedagógica subsidia o desenvolvimento integral da criança. Nesse sentido, qualquer jogo empregado na escola, desde que respeite a natureza do ato lúdico, apresenta caráter educativo e pode receber, também, a denominação geral de jogo educativo.

 

O professor vivencia a unicidade do significado de jogo e de material pedagógico na elaboração da atividade de ensino ao considerar, nos planos afetivos e cognitivos, os objetivos, a capacidade do aluno, os elementos culturais e os instrumentos (materiais e psicológicos) capazes de colocar o pensamento da criança em ação. Isso significa que o importante é ter uma atividade orientadora de aprendizagem. O professor é, portanto, importante como sujeito que organiza a ação pedagógica, intervindo de forma contingente na atividade autoestruturante do aluno.

 

A importância do jogo está nas possibilidades de aproximar a criança do conhecimento científico, levando-a a vivenciar “virtualmente” situações de solução de problemas que a aproximem daquelas que o homem realmente enfrenta. Por tudo isso, a Profª Alexandra Dorigheto, sempre que possível e necessário, leva para a sala de aula tais materiais e/ou jogos a fim de fazer com que os conteúdos trabalhados sejam apreendidos com maior significância e, principalmente, com prazer, o que é muito importante para a disciplina.