Professores do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo SP alertam para o risco do glaucoma

Postado em 29/05/2017 por Gilliane Correia Wichello.

Com informações de Centro Universitário São Camilo - SP.

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Professores de Oftalmologia do Centro Universitário São Camilo explicam os cuidados com a doença, que pode causar cegueira irreversível.

 

No dia 26 de maio é o Dia Nacional de Prevenção e Combate ao Glaucoma, doença decorrente do aumento da pressão intraocular que pode lesionar o nervo óptico e acarretar na perda de visão permanente. Estima-se que aproximadamente um milhão de brasileiros sofram com o problema, que ainda não tem cura.

 

Existem alguns tipos de glaucoma, resumidamente o congênito, agudo e crônico. “O glaucoma congênito ocorre quando a criança já nasce com a doença. O glaucoma crônico é o mais comum e acomete pessoas acima de 40 anos, com história familiar e o glaucoma agudo é uma urgência oftalmológica que senão tratada pode levar à cegueira irreversível. O glaucoma pode ser secundário a complicações do Diabetes, processo inflamatórios oculares como as uveítes , traumas, após cirurgias de catarata, entre outros” explica Marianne Sobral, docente de Medicina do Centro Universitário São Camilo. “Além das pessoas maiores de 40 anos, outros grupos de risco são os míopes, pacientes com histórico familiar, pessoas com diabetes, com processo inflamatório ocular e pós-cirúrgico”.

 

O diagnóstico é feito pelo médico oftalmologista através de exames oftalmológicos que são a tonometria (medida da pressão intra-ocular), exame de mapeamento de retina para avaliar o nervo óptico e o exame para avaliar a visão periférica.

 

Segundo Eric Andrade, docente do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo, apesar de não ter cura, a doença tem tratamento. “O ideal é a pessoa fazer uma consulta anual com o oftalmologista, principalmente acima dos 40 anos de idade, que é a faixa etária de maior risco. O tratamento, na maioria das vezes, é feito com colírios e, caso não funcione, é recomendada a cirurgia”.