Um problema e mil alternativas, eis a visão de um jogador de xadrez...

Postado em 10/11/2017 por Gilliane Correia Wichello.

Com informações de Prof.ª Alexandra Dorigheto.

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Segundo Antonio Villar Marques de Sá, professor associado da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e um dos maiores especialistas em Pedagogia Enxadrística do Brasil, o Xadrez, por se tratar de um jogo complexo, é uma das melhores atividades para desenvolver a capacidade intelectual dos jovens, e, também por acreditar nisso, o Centro Educacional São Camilo, inseriu há algum tempo essa disciplina na grade curricular.

 

A prática enxadrística estimula o desenvolvimento de habilidades cognitivas como atenção, concentração, raciocínio lógico, memorização, organização de ideias, imaginação, antecipação, espírito de decisão, autocontrole, disciplina, perseverança, etc.

 

Vale ressaltar que o professor de xadrez atua como mediador na construção do conhecimento enquanto os alunos desenvolvem suas habilidades com a utilização dos jogos em seus tabuleiros, nas mesas de xadrez do pátio ou no laboratório de informática, além das atividades propostas a partir do livro didático, de livros de história, filmes e apresentações no data show.

 

O xadrez merece crédito, uma vez que ensina as crianças o mais importante na solução de um problema, que é saber olhar e entender a realidade apresentada, além disso, aprender que as peças do xadrez não têm valores absolutos, que se deve controlar a posição das demais peças, tanto as próprias como as do adversário, para armar uma estratégia. É necessário, para jogar xadrez, ter a percepção de flexibilidade e reversibilidade do pensamento que ordena o jogo.

 

Por tudo isso, foi proposto na última unidade de ensino o Campeonato de Xadrez. Para dar início a esse campeonato, a Profª Alexandra Dorigheto realizou um sorteio na sala, onde ficaram definidos os alunos que competiriam, entre si, na primeira fase. E assim foi. Nas aulas seguintes, os alunos enxadristas começaram seus jogosde forma que, o aluno que ganhasse a partida estaria automaticamente classificado para uma nova fase. Em contrapartida, o aluno que perdesse seria desclassificado do campeonato, porém, devia continuar seus aprendizados enxadrísticos por meio de jogos com outros colegas. No local escolhido para as partida, as duplas deveriam posicionar-se lembrando-se sempre das Regras de Boa Conduta do Enxadrista. A Prof.ª Alexandra Dorigheto atuou como o árbitro das partidas intervindo sempre que solicitada pelas duplas.

 

Depois de algumas fases as duplas finalistas foram Alex e Henrico, alunos do 5ºM¹ e Davi Valadão e Eduardo Tófano, alunos do 5ºM². Após um jogo emocionante onde as duplas mostraram que são verdadeiros enxadristas, e de dois lindos xeque-mates, Davi e Alex sagraram-se campeões, ficando cada um com a medalha.

 

A Profª Alexandra Dorigheto gostaria de parabenizar todos, todos os alunos dos 5º anos, pois todos aplicaram os conhecimentos adquiridos durante o ano e realmente mostraram que dominam o jogo e que são grandes xadrezistas.